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20 de agosto de 2011

Hotéis III: Programa de hotel para idosos

Todo mundo fica idoso um dia (quem tem sorte de chegar lá). Porém, muitas vezes, nem o cliente nem o arquiteto se preocupam em adaptar a obra às pessoas com mais limitações físicas - em caso de obras de locais que serão tambem frequentados por portadores de necessidades especiais -, assim como o idoso e o cadeirante. As adaptações feitas para estes casos são muito semelhantes, mas, de forma alguma, idênticas.

Muita gente pensa que o ambiente adaptando para o idoso serve tambem para o cadeirante, e vice-versa. Não é assim! Por isso, achei interessante esse texto, que a autora aborda muito bem a questão do hotel voltado TAMBEM ao idoso. Falando exatamente das necessidades que a pessoa idosa possui e o que o hotel deveria proporcionar.


Aspectos importantes na arquitetura de hotéis que hospedam idosos

Os espaços destinados aos hotéis são, naturalmente, pensados como moradia temporária. Portanto, a estadia do hóspede deve ser a mais conveniente possível, dentro dos parâmetros definidos pela direção do empreendimento, de modo a proporcionar o desejo de voltar. São como abrigos periódicos e, como tais, passam a significar conforto e segurança às pessoas nas mais variadas faixas etárias e com objetivos diversos.

A segmentação turística permite definir quais grupos de pessoas caracterizam os hóspedes mais freqüentes neste ou naquele hotel, motivo pelo qual são promovidos esforços para atender às suas necessidades específicas. Executivos, famílias ou grupos a passeio, quaisquer hóspedes devem obter do empreendimento serviços que atendam suas expectativas.

Os indivíduos idosos, considerados nesse grupo a partir dos 60 anos, estão em visível mudança de hábitos. Até vinte anos atrás ter 60 anos ou mais significava estar com idade avançada, mas a medicina preventiva, associada a uma alimentação balanceada e exercícios físicos, fez com que a longevidade aumente gradativamente e apresente melhor qualidade de vida. Assim, já não podemos mais imaginar que, necessariamente, pessoas com 80 ou 90 anos dependam de cuidados especiais, pois há grandes possibilidades de terem autonomia suficiente para ocuparem os espaços e serviços oferecidos pelo hotel.

Os idosos são, em geral, portadores de necessidades especiais porque o organismo degrada com a idade, com maior ou menor rapidez. Deficiências auditivas e visuais, assim como redução dos movimentos por falta de exercícios com as articulações, são alguns dos casos mais freqüentes e que não impedem que um indivíduo deixe de viajar, seja com que objetivo for. Mas há algumas providências fáceis de tomar quando pensamos nesse grupo crescente e significativo nos meios de hospedagem.

Utilização de pisos adequados, assim como móveis sem cantos ou quinas, podem evitar quedas. Também utilizar cores estimulantes e contrastantes, mesmo que suaves, melhoram a identificação dos equipamentos, associando a uma iluminação eficiente e bem localizada. Banheiros com desníveis chanfrados podem evitar tropeços, mantendo a propriedade de proteger a área seca. As barras de apoio são, ainda, símbolos com os quais percebemos nossos preconceitos, mas se imaginarmos que qualquer pessoa, e em qualquer idade, pode usufruir elementos que lhe dêem segurança e conforto quando estamos expostos a escorregões, sem óculos e sujeitos a efeitos do cansaço, é possível perceber que eles são convenientes a qualquer pessoa dos mais variados padrões antropométricos. Havendo limitações físicas, esse conforto torna-se muito mais significativo.

Materiais de revestimento com tratamentos antiácaro, além da eliminação de superfícies que acumulem poeira e da limpeza periódica dos sistemas de ar condicionado, são medidas preventivas contra possíveis alergias. Móveis em alturas adequadas e posicionados de modo conveniente também facilitam a redução de esforços desnecessários. Armários fechados, assim como varões para cabides muito altos, são inúteis e passam a ser ociosos. Bons apoios para malas e sacolas facilitam a organização da bagagem.

Os espaços comuns, como corredores, restaurantes e lobby, também devem ser considerados com a presença de pessoas idosas, para quem a noção de tempo difere daquelas que trabalham induzidas por horários e pressões de deslocamento. É necessário preverem-se espaços de distração, projetados de modo a atenderem quaisquer hóspedes. Um serviço de atendimento médico simplificado, para pequenos exames tais como medição de pressão arterial e batimentos cardíacos, acaba por transmitir ao hóspede inseguro quanto à sua saúde a possibilidade de atendimento imediato, mesmo que o encaminhe para um especialista.

Portanto, alguns cuidados com o programa arquitetônico e pequenas intervenções que significam grande acréscimo de conforto e segurança, serão elementos que diferenciarão os hotéis que recebem o segmento da terceira idade, crescente e muito exigente no movimento turístico mundial. Vale lembrar que estamos vivendo mais e melhor, o que comprova um futuro próximo com mudança de paradigmas no uso de instalações hoteleiras, em especial para que nos sintamos com o bem-estar que procuramos ao deixarmos nossos lares em busca de novos horizontes.

Atender a esse grupo com renda definida e relativamente estável, além de dispor de tempo em qualquer época do ano, representa responder aos anseios dessa comunidade que viaja cada vez mais e que passa a interessar-se pelos serviços hoteleiros pela flexibilidade que oferecem. Não raro encontramos pessoas que viajam mais tempo do que permanecem em suas casas, pela animação que essa atividade proporciona e pela facilitação do dia-a-dia do habitar. É hora de investirmos nesses consumidores.

Maria Luisa Trindade Bestetti

8 de agosto de 2011

Santo Gaudí

Gaudí observou que muitas das estruturas naturais estão compostas de materiais fibrosos, como a madeira, os ossos, os músculos ou os tendões. Do ponto de vista geométrico, as fibras são linhas retas e as superfícies curvas no espaço compostas de linhas retas definem uma geometria com base em regras, centrada somente em quatro superfícies distintas: a helicóide, a hiperbolóide, a conóide e parabolóide hiperbólica. Gaudí viu essas superfícies na natureza e as transportou para a arquitetura"
Bassegoda



Estava passeando em um shopping em Brasília na semana passada e me deparei com uma loja de roupas com a coleção inspirada nas obras de Gaudí. Eu sei que teve muita gente que não entendia o que era aquele mosaico escrito "Gaudí" e as peças da coleção com estampas da Sagrada Família!

Antoni Placid Gaudí i Cornet, catalão de puro sangue, começou desde cedo a mostrar seu lado artístico, porém, esta sua inspiração, a princípio, seguia uma linha mais católica de ser com o estilo arquitetônico gótico. Com o tempo, Gaudí foi adquirindo mais identidade, foi se descobrindo um modernista naturalista, utilizando de formas exuberantes a fantásticas e de materiais inusitados em suas obras.

Os edifícios de Gaudí são praticamente grandes obras de arte, espalhadas principalmente na cidade de Barcelona, onde aperfeiçoou seu dom na Escola Provincial de Arquitetura. Impossível falar desse arquiteto sem mencionar a palavra "mosaico" e sem mencionar a composição da massa auto fraguante (argila + cimento + areia) criada por ele e usada até hoje.



1883 até sabe-se lá quando: A Sagrada família, a obra que nunca acaba, atualmente nas mãos do arquiteto Jordi Bonet, teve início em 1883, e um ano depois, Gaudí passou a ser o arquiteto-diretor com apenas 31 anos de idade. A fachada da Natividade, a fachada da Paixão, e a fachada da Glória, e ainda grandes torres em construção compõem esse gigantesco tempo cristão cheio de simbologia.



1883 a 1888: A Casa Vicens era a a casa de veraneio de Manuel Vicens. Esta foi a primeira grande obra de Gaudí, que começou a residência em estilo espanhol, tornando-se cada vez mais árabe, até se tornar numa mistureba com Art Nouveau que deu certo. Foi então que Gaudí começou a encontrar seu estilo, os ladrilhos decorativos e azulejos usados na fachada e no interior da casa, estão presentes em praticamente todas as futuras obras dele.



1889 a 1915: O Palácio Episcopal de Astorga é o "edifício-modelo" do modernismo catalão; é uma das poucas obras de Gaudi fora da Catalunha. O Palácio possui quatro torres cilíndricas na fachada e o pavimento térreo contém um grande salão com pé direito altíssimo, o que permite a abertura de grandes janelas que proporcionam uma boa iluminação. A estrutura é suportada por pilares com capitéis decorados e arcos de cerâmica, cobertos com um estilo mourisco.



1904 e 1906: Em Barcelona, conhecida como A Casa dos Ossos, a Casa Batlló, cuja obra se baseia em formas, cores, texturas e figuras geométricas da natureza, fica situada em pleno "Passeig de Gracia" e faz parte da "Manzana de la Discordia" que é composta por três casas construidas por três arquitetos rivais para três famílias rivais da época. Gaudí pôs o terror logo na fachada da casa, com as sacadas em forma de crânio, colunas em forma de ossos e detalhes semelhantes às formas de insetos.



1905 a 1907: A frase mais famosa sobre a Casa Milà: "O edifício não possui quaisquer linhas retas". Esse edifício foi encomendado por Roger Segimon de Milà para sua família. É uma construção realmente emblemática, cheia de interpretações (como várias outras obras de Gaudí); as críticas apontam a falta de funcionalidade, mas reconhecem que é uma obra de arte. E eu soube que lá no telhado rola umas festinhas!



1907 a 1913: Antes de se transformar em um parque público, o parque de muros curvos era um refúgio dos ricos e famosos. Situado no topo de uma colina, o Paque Güell oferece uma linda vista de Barcelona, é lá onde fica a Casa-Museu de Gaudí. É considerado o segundo maior parque de Barcelona, pois possui uma extensa encosta de 20 hectares. Há uma colunata de inspiração dórica que é suporte de uma grande plataforma, também viadutos para vencer os desníveis do terreno. A Praça oval é o ponto central do paque, e em torno dela, circula um enorme banco em forma de sepente decorado com mosaico.


A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura) já incluiu como patrimônio várias das obras de Gaudí.


Gaudí, o santo dos arquitetos

BARCELONA, domingo, 31 de outubro de 2010 – Além de idealizar o templo da Sagrada Família de Barcelona, que Bento XVI dedicará em 7 de novembro de 2011, o arquiteto Antoni Gaudí uniu famílias desestruturadas, curou doentes, propiciou profundas conversões ao catolicismo, ajudou desempregados - É o que garantem diversos testemunhos dos cinco continentes, recolhidos pela Associação Pró-Beatificação de Antoni Gaudí, que nessa semana apresentou o estado atual do processo de canonização do arquiteto catalão.

Em coletiva de imprensa celebrada diante seu túmulo, na cripta da Sagrada Família de Barcelona, os representantes da associação mostraram sua confiança em que Gaudí possa ser beatificado em 10 de junho de 2016, data do 90° aniversário de sua morte.

Os impulsores deste processo de beatificação reconhecem que isso depende da Congregação vaticana para as Causas dos Santos, em consonância com a devoção que o arquiteto desperta. Contudo, um dos fundadores da associação, Josep Maria Tarragona, explicou que se fixou esse “horizonte de trabalho” porque já existe um “milagre satisfatório” e porque a positio está em fase final.

O possível milagre faz referência à cura inexplicável de uma doença na retina testemunhada por Montserrat Barenys, da cidade de Reus, na qual Gaudí foi batizado no dia seguinte de seu nascimento. A Associação também destacou o testemunho de Ramon Amargant, que garante ter sido curado milagrosamente de uma grave úlcera por intercessão de Gaudí. A Associação Pró-Beatificação de Antoni Gaudí nasceu em 1992 pelo entusiasmo de cinco leigos convencidos da santidade do artista e com um orçamento inicial de 300 euros.

A fase diocesana da causa foi desenvolvida em Barcelona entre os anos de 2000 e 2003. Em junho de 2010, o processo de beatificação foi aberto em Roma. A postuladora é Silvia Correale, e o vice-postulador, sacerdote Lluís Bonet. O relator é o padre Vicenzo Criscuolo, OFM Cap.

Bonet, também pároco da Sagrada Família, explicou que agora a associação espera que a Congregação para as Causas dos Santos confirme que Gaudí viveu as virtudes cristãs de forma heróica e que sua intercessão propiciou um milagre, e o Papa declare-o Venerável. Para isso, será entregue à Congregação para as Causas dos Santos, no início de 2012, uma biografia documentada de Gaudí com cerca de 1.200.

O autor desta biografia, Josep Maria Tarragona, disse que o Papa dedicar a Sagrada Família “acelera a fama de santidade de Gaudí e, portanto, a pressão que os cardeais amigos possam fazer no Vaticano para que sejam acelerados os trâmites feitos pelos funcionários da Congregação”. Por sua vez, o presidente da associação, arquiteto Josep Manuel Almuzara, afirmou, em referência à Sagrada Família, que “por trás deste templo maravilhoso há um arquiteto maravilhoso, por sua arte e também por sua santidade”.


5 de agosto de 2011

Torre La Chapelle, Paris

O projeto da Torre La Chapelle em Paris, é de autoria dos arquitetos do Ábalos & Herreros e Sentkiewicz Arquitetos, escritório de arquitetura fundado por Inaki Abalos e Juan Herreros em Madrid, Espanha.


Neste edifício, nenhum pavimento é totalmente igual ao outro, o que quebra um pouco o conceito de "pavimento tipo", que é a planta baixa do projeto, quando existe uma construção de muitos pavimentos, e a divisão interna desses andares se repete. Apresentando assim, uma proposta mais inovadora, uma forma de construir diferente do trivial, permitindo uma experiência nova a cada pavimento!


Dentro do programa de utilização do espaço físico, haverão escritórios comerciais - no nível da rua -, dormitórios e apartamentos/loft - no coroamento - em conjunto com os vários espaços públicos distribuídos em todo o bloco, proporcionando um edifício de alta eficiência urbana.



É importante o projeto alcançar um destaque ao lugar e aos elementos envolvidos. O fato de não haver nenhuma coluna exposta na parte externa, acrescenta um visual muito requintado à torre que já adquire certa iconografia.



2 de agosto de 2011

Hotéis II: Hotel & Igloo Village Kakslauttanen

O Hotel & Igloo Village Kakslauttanen, localizado em Saariselk na Finlândia, a cerca de 250km do Circulo Polar Ártico, é um complexo hoteleiro singular! O hotel possui 32 cabanas de madeira, 20 iglus de neve e 20 iglus de vidro espalhados pelo terreno; com direito a sauna, pscina natural, salão de eventos, galeria de gelo e a um restaurante de neve! Tudo isso projetado cuidadosamente pelo arquiteto turco, Risto Eräpohja, que não poupou criatividade e nem esforços para a realização de sua obra.

Os iglus foram projetados especificamente para condições adversas, pois estão expostos a uma temperatura exterior que pode decair até -30 ° C. O vidro é especial e proporciona uma temperatura ambiente agradável, não permitindo fluidos de degelo e proporcionando ao hóspede apreciar a bela vista de sua suíte equipada com camas de luxo e um banheiro (pequeno).




O segredo dos vidros dos iglus é que eles são construídos a partir de um vidro especial isolante que realmente derrete a neve por um aquecimento suave, garantindo uma visão clara em todas as condições meteorológicas para que a temperatura dentro do iglu se mantenha sempre em um nível moderado. Duas placas de vidro temperado de forma um sanduíche, onde o painel de dentro é revestido com uma película invisível fina. A pequena carga elétrica é aplicada ao vidro que faz com que a resistência elétrica que gera calor. O painel exterior tem outro revestimento invisível que reflete o calor e impede sua fuga, e mantém o quarto mais frio durante os meses mais quentes, também. O sistema de envidraçamento também elimina a condensação e formação de gelo, e as camadas reflexivas dentro do vidro refletem raios UV prejudiciais. Além disso, os painéis de vidro temperado são cinco vezes mais forte do vidro de uma janela típica, e dificilmente trincará. O calor é absorvido e retido pelos objetos na sala assim que a temperatura permanece confortável. A sensação de calor permite uma diminuição na temperatura ambiente por 1-2 graus C, sem perda de conforto, diminuindo assim o consumo de energia também.




Ainda na "aldeia", existe um iglu-galeria de gelo - onde a cada ano é organizada uma semana internacional de escultura de gelo -, um bar de gelo, capela de gelo - que é utilizada para cerimônias de casamento -, o maior restaurante de gelo com 150 lugares e uma elevação de vidro, que por sua vez, trata-se de uma pirâmide com largura de 8 metros e altura de 8 metros, usado para festas.



É essencial que o hotel ofereça várias opções de entreterimento... Os clientes têm acesso à vários tipos de safari que dão uma oportunidade maravilhosa de aprender sobre o povo Sami, a população indígena local, suas tradições e modo de vida. Além de ter a chance de ver de perto a Aurora boreal, e durante os meses de verão, desfrutar do famoso sol da meia noite!

Um aspecto importante deste hotel é que a parte feita de gelo encontra-se aberta apenas entre os meses de dezembro e janeiro, mas se continuar geladinho por mais tempo, ela fica aberta até o final de abril.


20 de julho de 2011

Hotéis I: Nhow Berlin

Nas margens do rio Spree, no coração da cidade de Berlim, o primeiro hotel musical do mundo foi inaugurado em novembro de 2010, Nhow Berlin, da rede Nhow Hotels (NH). Um hotel desse tipo não poderia ser em outro lugar, mas no epicentro da criatividade e musicalidade: lado leste de Berlim, onde estam tambem localizados a Universal e MTV, além dos melhores clubes da cidade. No interior do Nhow Berlin o porcelanatto abre a era do 3D em cerâmica e o futuro se torna presente nas mãos de Karim Rashid, o arquiteto que assinou o projeto e criou ambientes notáveis pelo triunfo de cores e curvas, em claro contraste com as rígidas formas lineares do exterior, que por sua vez foi projetado pelo arquiteto Sergei Tchoban.


Nhow oferece 304 quartos que oferecem não só de acomodação, mas um novo conceito de vida! A oferta vai desde os 23 metros quadrados da suíte standard, até os 258 metros da Nhow Suite, que também possui terraço privativo.

O restaurante serve o melhor da cozinha internacional sob a direção do chef Patrick Rexhausen, e o bar do hotel recebe regularmente DJs locais e internacionais no seu enorme terraço (mais de 1.000 metros quadrados). O estabelecimento oferece ainda dois andares de spa nos quais é possível escolher relaxar lendo um bom livro ou treinar com os mais modernos equipamentos de fitness.

Mais bem visualizada quando vista do rio Spree, a arquitetura externa do Nhow Berlin apresenta suas duas torres já pré-existentes, Ocidental e Oriental de tijolos irregulares, enquanto que no centro, a Upper Tower constituída por uma fachada de vidros duplos, parece flutuar a uma altura de mais ou menos 35 metros sobre o rio e salientada em 21 metros para fora do edifício ao longo das margens do Spree. E na proeminência da Upper Tower: revestido com painéis de aço inoxidável que refletem a luz e vai mudando ao longo do dia com uma bela vista panorâmica de Berlim, jukebox e vários tipos de instrumentos espalhados pelo hotel.
















Para mim, viver uma fase, que é dominada pelo movimento Digipop: gráficos que compõem um mundo novo que está inserido na era da informática, por sua vez, impulsionada pela tecnologia digital, diz Karim Rashid, que acrescenta que A era digital tem um vernáculo que eu chamo Infostethic-estética da informação. A premissa é a utilização de novas ferramentas para criar um resultado complexo em duas dimensões com uma percepção de 3D. Renovar as sensibilidades estéticas da época e technopop grande interesse, conclui o operador na definição da filosofia da Nhow Berlin.

Nhow Berlin As diárias variam entre 120 (standard) e 2.000 euros (Nhow Suite).

Este conceito de envolver iluminação e cores nos ambientes como instrumentos importantes da ambientação, tambem é vista em diversos bares e nightclubs pelo mundo:

Juliet Supperclub – New York
China Doll Club – Beijing
L’arc – Paris

8 de julho de 2011

Lights on!

Na década passada, estimava-se que o Brasil possuía potencial hidrelétrico em mais de 260 mil MW e a capacidade nominal instalada de produção encontrava-se em torno de 60 mil MW de energia elétrica. Desse total, 90% era obtido em usinas hidrelétricas e 10% em termelétricas. Porém, atualmente podemos ver com mais clareza os impactos negatios que cada fonte de energia pode causar ao meio ambiente. Assim a humanidade vem lançando mão das fontes de energia limpa, eficiente e que causam menos danos ao meio ambiente.

É possível fazer uma divisão entre as fontes de energia em esgotáveis e inesgotáveis através da identificação dos meios utilizados para a produção de energia.

A energia que a maioria dos brasileiros recebem em suas residências, provém potencialmente de Hidrélétricas, em função da grande quantidade de rios em nosso país e ao seu baixo custo de utilização. Entretanto, a energia elétrica gerada por fonte hidráulica, apresenta impactos imensuráveis, tornando-se além de uma fonte de energia, uma fonte de problemas ambientais, sociais e culturais na região em que se é instalada. Devido ao alargamento das áreas, a hidrelétrica chega a causar desde a desarticulação regional até a geração de novas doenças.

Como funciona?
A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d'água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia.




Os recursos da usina Térmica, se combinados a um gerador, podem fornecer elétrica a uma longa distância. A energia gerada por meio de Termoelétricas se utiliza de materiais não renováveis: Diesel, Carvão mineral e gás natural. Apesar da sua rapidez e simplicidade construtiva, as Térmicas só fazem mal ao meio-ambiente, pois emitem gases de partículas sólidas que poluem a água e o solo e contribuem bastante para poluição atmosférica, gerando assim, a acentuação do efeito estufa, cujo fenômeno pode levar áreas cultiváveis e férteis a entrar em um processo de desertificação e problemas na saúde respiratória da população.

Como funciona?
Basicamente, o material utilizado é aquecido numa câmara de combustão, então reage com o oxigênio e libera CO2, H20 e energia, a qual vai ser usada para produzir vapor. Tal vapor movimenta as pás de uma turbina.




Há vários tipos de usinas termoelétricas, porém os processos de produção de energia são iguais, apenas com combustíveis diferentes. Alguns exemplos são:

A Usina a gás: Se utiliza de gás natural como combustível para abastecer uma turbina de gás. Devido aos gases produzirem uma alta temperatura por meio da queima, são usados para produzir o vapor para mover uma segundo turbina, e esta por sua vez de vapor. Como a diferença da temperatura produzida com a combustão dos gases liberados, torna-se mais elevada do que uma turbina do gás e por vapor.

A Usina a óleo combustível: Utiliza do óleo como uma forma de economia. O óleo combustível sempre deve ter um pré-tratamento antes da destilação fracionada para remoção de alguns destes contaminantes e para reduzir sua corrosividade;

A Usina a carvão: A queima de carvão para obtenção de energia produz efluentes extremamente tóxicos, como por exemplo o mercúrio e outros metais pesados como e chumbo. Além disso, a libertação de dióxido de carbono causa poluição na atmosfera, agravando o aquecimento global e contribuindo para a chuva ácida;

A Usina nuclear: Produz eletricidade a partir de energia nuclear, que se caracteriza pelo uso de materiais radioativos que através de uma reação nuclear produzem calor. As centrais nucleares usam este calor para gerar vapor, que é usado para girar turbinas e produzir energia eléctrica. Assim, estas podem eventualmente ser menos rentáveis que as hidrelétricas.

Proximas ao centro consumidor, a Usina Nuclear se instala para atender à população. A energia nuclear exige muito tempo e grandes investimentos para operar. Os riscos de acidentes são altos.

Como funciona?
O urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada. As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade.




As Usinas Eólicas necessitam de grandes áreas para sua implantaçao e de ventos abundantes, por isso são localizadas em território costeiro. A sua tecnologia é importada e apresenta alto custo, dificil adequação ao sistema interligado nacional e é considerado poluidor sonoro e visual. Desde a antiguidade este tipo de energia é utilizado pelo homem, principalmente nas embarcações e moinhos, mas atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo provém desta fonte. Porém, o potencial para exploração é grande, por termos como vantagens da utilização desta energia, o fato de ser fonte de energia inesgotável e abastecer lugares onde a energia comum não chega.

Como funciona?
Grandes turbinas, chamadas aerogeradores, em formato de cata-vento, são colocadas em locais abertos e com boa quantidade de vento. Através de um gerador, o movimento destas turbinas gera energia elétrica.




A Energia Solar é perfeita e eficaz apenas em áreas ensolaradas. Ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de fabricação e instalação (compensado pela redução da sua conta de energia por ser uma fonte complementar de energia), é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais.

Como funciona?
A radiação solar é captada por painéis solares formados de células fotovoltaicas são feitas de semicondutores. Quando a luz do sol atinge essas células os elétrons do semicondutor são excitados e começam a correr livremente no circuito formando a corrente, transformando em energia elétrica ou mecânica. A energia solar também é utilizada, principalmente em residências, para o aquecimento da água.



Outra forma de energia limpa é o Biocombustível, produzido marjitoriamente no Brasil. Tal fonte de energia, substitui diretamente os derivados de petróleo e utiliza vegetais que absorvem co2 em sua fase de crescimento. Mas ocupa terras destinadas a plantio de alimentos para a produção de matérias-primas, o que é uma desvantagem (bem pequena).

Como funciona?
O biocombustível é gerado a partir de produtos agrícolas como sementes de mamona e cana-de-açúcar, cascas, galhos e folhas de árvores. Esses produtos passam por um processo físico-químico gerando o etanol e o biodiesel.

Futuramente, os oceanos podem ser uma fonte de energia para iluminar as nossas casas e empresas. Atualmente, o aproveitamento da energia dos mar é apenas experimental e raro, mas a Energia Gravitacional permite produzir energia usando o mar: as ondas, as marés ou deslocamento das águas e as diferenças de temperatura dos oceanos. O mar pode pôr uma turbina pra funcionar de três maneiras:

Energia térmica dos oceanos: Pode-se usar as diferenças de temperatura para produzir energia, no entanto, são necessárias diferenças de 38º Fahrenheit entre a superfície e o fundo do oceano. Esta fonte de energia está a ser usada no Japão e no Hawai, mas apenas como demonstração e experiência.

Energia das ondas: A elevação da onda numa câmara de ar provoca a saída do ar lá contido; o movimento do ar pode fazer girar uma turbina. A energia mecânica da turbina é transformada em energia eléctrica através do gerador. Quando a onda se desfaz e a água recua o ar desloca-se em sentido contrário passando novamente pela turbina entrando na câmara por comportas especiais normalmente fechadas.

Energia das marés: Para a transformar as marés em energia elétrica são construídos diques que envolvem uma praia. Quando a maré enche a água entra e fica armazenada no dique; ao baixar a maré, a água sai pelo dique como em qualquer outra barragem. Para que este sistema funcione bem são necessárias marés, correntes fortes e um aumento significativo do nível da água, de pelo menos 5,5 metros da maré baixa para a maré alta.




Vamos ver se dá certo!

6 de junho de 2011

Pensando Aalto

Em quase todas as tarefas relativas às formas há milhares de elementos que por vontade humana são forçados a trabalhar em harmonia. Só pela arte se pode alcançar essa harmonia"
Alvar Aalto




Quando fala-se em grandes nomes da arquitetura moderna e do design, o finlandês Hugo Alvar Henrik Aalto está no topo da lista. Nascido na cidade de Kuortane em 1898, formou-se em arquitetura em 1921 pelo Instituto Politécnico Finlandês em Helsinque e tornou-se o mais influente arquiteto do movimento moderno escandinavo.

Considerado um arquiteto mordenista, Aalto, imprimia em suas obras um balanço ideal entre os elementos, utilizando-se de formas e espaços complexos. Com mais de 50 anos de carreira, Aalto não apoiava o industrializado processo de criação que tornava-se cada vez mais popular, ele acreditava que o compreendimento das necessidades da sociedade moderna resultaria em uma profunda transformação das edificações, principalmente nas construções de grandes obras públicas, onde mais eram exercidos os seu trabalhos.

"A obra de Aalto é o resultado entre uma rígida consciência funcionalista e uma fresca sensibilidade pessoal."

Alvar Aalto é conhecido por ter sido um dos principais contribuintes da arquitetura orgânica na Europa, onde ele desenvolveu um estilo que harmonizava a funcionalidade e a individualidade das obras arquitetônicas, integrando-as simultaneamente em seu ambiente natural. O diálogo com as formas naturais e o uso da madeira de forma orgânica e racional era evidente em suas obras:

Clube dos Trabalhadores em Jyväskylä (1924), Sanatório em Paimio (1933), Biblioteca Municipal de Viipuri - Atualmente: Biblioteca Central de Alvar Aalto (1935), Villa Mairea (1939), Pavilhão Finlandês na Exposição Mundial de Paris (1937), Pavilhão finlandês na Feira de Nova Iorque (1939), Residência estudantil do MIT em Massachusetts (1949), Universidade Politécnica de Otaniemi (1967), Prefeitura de Saynatsalo (1951), Pavilhão finlandês na Bienal de Veneza (1956) Palácio de congressos em Helsinque (1975), entre outras.




Quanto a sua carreira de designer, Aalto optou por excluir o metal da sua lista de materiais, mesmo assim compôs uma série de produtos, incluive lâmpadas, porcelanas e móveis. Porém, um dos seus mais especiais projetos nesta área foi o vaso Savoy, cujos protótipos iniciais foram fundidos em vidro, com o apoio devaras para criar um desenho ondulado. Tal desenho ainda é fonte de inspiração para designers atuais.








Prêmio Alvar Aalto: Em sua homenagem, desde a sua criação, em 1967, o Prêmio Alvar Aalto tem premiado, a cada 5 anos aproximadamente, pessoas que se destacam pela criatividade na arquitetura. Prêmio de grande prestigio a nivel mundial dentro do mundo da arquitetura.

Premiações:

1967 Alvar Aalto
1973 Hakon Ahlberg (Sweden)
1978 James Stirling (UK)
1982 Jørn Utzon (Denmark)
1985 Tadao Ando (Japan)
1988 Alvaro Siza (Portugal)
1992 Glenn Murcutt (Australia)
1998 Steven Holl (USA)
2003 Rogelio Salmona (Colombia)
2009 Tegnestuen Vandkunsten (Dinamarca)