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8 de março de 2012

Paris X NY

"Paris versus New York" é um livro muito básico, apenas imagens de comparações muito interessantes entre essas duas cidades. Alguns chamam de "batalha visual entre as duas cidades", porém muito amigável. A obra, possui um total de 224 páginas, e foi editada pela Penguin Books.

O livro surgiu despretensiosamente a partir de uma brincadeira do ilustrador Vahram Muratyan, e acabou tornando-se um sucesso - ou ao menos estava na prateleira dos mais vendidos da Virgin Megastore -. Vale muito a pena ter esse livro, principalmente para nunca esquecer (como se precisasse mesmo lembrar) porque que eu sou Paris Toujours!




















À tout à l'heure!



27 de fevereiro de 2012

Cité de l'architecture et du patrimoine

Localizada dentro do Palais de Chaillot (place du Trocadéro), o museu de arquitetura passa meio despercebido quando os turistas saem da estação de metro eufóricos para verem a torre Eiffel. Porém, se alguém sem querer querendo, olhar para o lado, verá um museu de 22.000 m² e uma fila gigantesca na frente, tomando a posição de maior centro de arquitetura do mundo.

A Cité é presidida por François de Mazières, considerando que o museu é um estabelecimento público de caráter industrial e comercial sob a responsabilidade do Ministério da Cultura e Comunicação francês. A sua missão é promover a arquitetura francesa para a França e para os estrangeiros, por meio de obras emblemáticas do patrimonio arquitetônico francês e da criação contemporânea internacional.

A criação do museu, se deu graças à fusão de 3 entidades: Musée des monuments français, Institut français d'architecture e École de Chaillot.

O museu conta com uma coleção exuberante de esculturas, pinturas, fotografias, arquitetura, desenhos, design, multimédia interior, modelos, filmes, materiais, arte monumental, afrescos, vitrais, túmulos, urbanismo. Ainda com vários espaços como biblioteca, halls, auditório...







12 de janeiro de 2012

Casa do Brasil


A Maison du Brésil é uma residência estudantil direcionada a estudantes e pesquisadores brasileiros, fica na Cité Universitaire, no sul de Paris. Além da residência do Brasil existem mais inúmeras residências, cada uma com uma nacionalidade diferente, todos voltados à recepção de estudantes estrageiros; tal conjunto arquitetônico é chamado de CIUP, onde abriga atualmente 37 casas de estudantes de diversas nacionalidades, e em cerca de 5000 estudantes.

Cada residência da CIUP possui certa autonomia administrativa. Como cada "Maison" possui ainda particular nível de conforto (estrutura da casa, tamanho do quarto), os preços cobrados entre elas variam. O tamanho dos quartos individuais fica entre 8 e 16m2, alguns com ducha no interior. Há banheiros e cozinhas coletivas em cada andar. Algumas casas possuem apartamentos duplos para casais, com banheiro e cozinha no interior. Para os casais com filhos (mas nem todas as casas aceitam crianças entre residentes).

Em Paris, a Maison du Brésil também tem a função de difundir a cultura brasileira na cidade. O edifício do Brasil, construído em 1959 (e reformado em 2000) contou com as ilustres participações dos famosos arquitetos Lúcio Costa e Le Corbusier. O edifício faz parte da lista de monumentos históricos do Ministério da Cultura francês.


São aproximadamente 5.500 m2 de construção, distribuídos entre um grande térreo e cinco andares, comportando um máximo de 121 residentes. No total são 78 quartos individuais e 22 apartamentos para casais, dispostos em vinte unidades por andar. Os quartos individuais possuem ducha, geladeira e pia, com banheiro e cozinha coletivos em cada andar. Já os quartos de casal possuem banheiro e fogão dentro do cômodo.



Além dos alojamentos para residentes, a Casa do Brasil dispõe de áreas comuns para convivência dos moradores, as quais são extremamente utilizadas - um teatro, com capacidade para 150 pessoas, em que além de espetáculos são promovidas conferências, exposições e coquetéis; uma biblioteca, que possui aporte de livros oferecidos pela Embaixada do Brasil, totalizando hoje cerca de doze mil títulos, todos de referência brasileira; uma sala de televisão, situada no primeiro andar, em que se tem inclusive canais brasileiros; e o grande térreo, em que se tem uma sala dedicada a usos diversos, onde encontra-se a exposição permanente da casa – que consiste em quatro grandes painéis, dois dedicados à vida e obra de Le Corbusier e Lucio Costa, dois detalhando a construção da casa em 1959 e a grande renovação do edifício em 2000. Toda esta rede de instalações faz com que a Casa do Brasil seja potencialmente um pólo cultural brasileiro implantado num espaço privilegiado da capital francesa.



8 de novembro de 2011

Fórum des Halles e sua reforma

Essa reforma, sem falar que já era para ter sido encerrada há mais de um mês, parece não estar nem perto do fim (Como se não houvesse isso no Brasil).

Imortalizado por Zola no livro Le Ventre de Paris, o Halles, antes de ser um imenso centro comercial e de lazer com arquitetura, era um dos mais antigos mercados da cidade luz. Esse antigo mercado ocupava alguns quarteirões do 1º arrodissement (no centro) de Paris. Os prédios do mercado, construídos em vidro e aço, foram um marco da modernidade naquela época na cidade. Dividido em grandes alas temáticas, os prédios abrigavam as ala de vinhos, de trigo, de tecidos, de carnes e etc, nas proximidades da Igreja medieval de Saint-Eustaque e do Louvre.

A história é a seguinte: No século dezenove, mais precisamente no ano de 1845, o arquiteto francês conhecido por Horeu, elaborou um audacioso projeto arquitetônico, chamado “Mercado de Les Halles" em Paris. A construção do mercado francês ficou a cargo do arquiteto Victor Félix Baltard Callot, as obras iniciaram-se em 1851 a construir uma estrutura de aço e vidro para abrigar o mercado onde comerciantes de todas as partes vinham vender suas mercadorias; porém, não teve o resultado previsto, foi muito criticado e foi demolido em seguida. Portanto, foi elaborado um novo projeto, constituído de dois grupos de dez pavilhões interligados por passagens cobertas, que foi demolido em 1971, quando o Halles foi esvaziado e demolido e, então, transformou-se em imenso buraco ("le trou des Halles") com a construção do metrô. Les Halles tem a função importante de conexão sul, leste e oeste do sistema de Metrô e Trem (RER) em Paris – um imenso hub subterrâneo, considerado o maior do mundo - Estação Châtelet-Les-Halles. Depois disso tudo, foi realizado um concurso internacional para revitalizar a área que meteu todo mundo na escolha do melhor projeto para intervir, o resultado: Foi escolhido um projeto super barato e o mais conservador do arquiteto David Mangin, que criou uma área central aberta em nível inferior da rua (vários pisos abaixo), como um fosso, que contem um grande shopping center integrado a uma estação de metrô com muitas poucas interferências na área antiga já existente. Várias atividades culturais acontecem no espaço, repleto de esculturas, fontes e parques.

Depois, em 2007, foi escolhido um novo projeto, para revitalização e renovação da antiga área tradicional de mercado em Paris do Forum (Patrick Berger e Jacques Anziutti), La Canopée (da copa) que consiste de um espaço verde junto a um translúcido toldo que cobre as entradas subterrâneas.





Em 1969, o mercado é removido para Rungis fora do centro de Paris. No final da década de 70, os antigos prédios do mercado foram demolidos e passaram a funcionar no local:

- A maior estação de metrô da cidade (Chatelet – Les Halles) : Detesto, muito grande, me perco.
- O maior shopping center de Paris, com 21 salas de cinema : Todo subterrâneo
- As piscinas públicas mais frequentadas da cidade : Cobertas, super confortável nos dias de frio
- Um jardim de de mais de quatro hectares.




O problema com as críticas ao projeto arquitetônico e o fator de o local ter se tornado uma área perigosa com prostituição e gangues está sendo amenizado, após três décadas de um triste destino, começou no início de 2011 uma grande reforma do local.